Trabalhos de Ghost , writer. Não tem tempo, não consegue escrever um romance, uma novela, um conto, uma crónica, uma poesia, a sua biografia? Envie email para upanixade@gmail.com e a sua paz interior resplandecerá de intenso amor. (Imagem: allthingsplants.com)

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Trabalhadores da Soares da Costa em Angola ameaçam queimar camiões e contentores


Os trabalhadores da empresa Soares da Costa em Angola estão a ameaçar queimar camiões e contentores onde dormem em protesto contra os atrasos dos ordenados, em falta desde maio.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=4689516

Em declarações à Lusa, o presidente do Sindicato da Construção Civil, Albano Ribeiro, explicou que em Angola há "cerca de 400 trabalhadores" portugueses da Soares da Costa que não recebem ordenado desde maio e perante a situação de precariedade salarial estão a fazer ameaças de "pegar fogo a tudo", designadamente aos "camiões e contentores onde dormem".
O sindicalista refere ainda que os trabalhadores angolanos da Soares da Costa também têm os salários em atraso, mas só referente a um mês e questiona o facto de os trabalhadores portugueses da Soares da Costa estarem com três meses de atraso.
As ameaças em Angola estendem-se para Portugal, onde os 275 trabalhadores em inatividade da Soares da Costa ameaçam ocupar com as suas famílias os escritórios na sede da Soares da Costa, em Santos Pousada, no Porto, caso a situação dos ordenados em atraso não se resolva com a administração, adiantou o sindicalista Albano Ribeiro.
"A manter-se o não pagamento dos salários, os trabalhadores e suas famílias vão ocupar os escritórios até que sejam pagos os salários", lê-se no comunicado do da Construção de Portugal, acrescentando que "quer em Portugal quer em Angola a Soares da Costa tem milhões de euros nos bancos e há muitos trabalhadores e suas famílias que estão a recorrer a familiares para se alimentarem.
"Não é recorrendo à inatividade de centenas de trabalhadores, nem é recorrer a um despedimento coletivo de centenas de trabalhadores que a Soares da Costa terá um futuro estável", observa aquele sindicato.
Várias dezenas de trabalhadores da empresa Soares da Costa concentraram-se hoje no Porto em protesto contra os salários em atraso e entregaram uma resolução ao presidente da Câmara para que mova a sua "intervenção política" em defesa dos operários.


A eliminação física de Abel Chivukuvuku e de alguns dirigentes da CASA-CE



DENÚNCIA
O PRESIDENTE DA Casa Ce DR ABEL CHIVUKUVUKU, DENUNCIOU HOJE NA PRAÇA DO KIFICA, MUNICÍPIO DE BELAS, A INTENÇÃO DE HAVER POR PARTE DO EXECUTIVO E SERVIÇOS SECRETOS A ELIMINAÇÃO FÍSICA DA SUA PESSOA E ALGUNS DIRIGENTES DE PROA DA Casa Ce. ESTA DENÚNCIA FOI FEITA DEPOIS DE CUMPRIR A VISITA DE CONSTATAÇÃO QUE O LIDER DA CASA CE,FEZ AQUELA MUNICIPALIDADE.
NO DIA 11 DE JULHO MEMBROS DO EXECUTIVO+ MEMBROS DOS SERVIÇOS DA SEGURANÇA SECRETA(SINSE) REUNIRAM SOB ORIENTAÇÃO DO SR ORDENS SUPERIORES NO SENTIDO DE ESTUDAREM UM PLANO DE ANIQUILAREM CHIVUKUVUKU E ALGUNS DIRIGENTES QUE DÃO NOTABILIDADE A CASA CE, VIA AS VISITAS QUE CHIVUKUVUKU FAZ AO POVO.
CHIVUKUVUKU DISSE AINDA QUE GRAÇAS AOS IRMÃOS PATRIOTAS QUE TRABALHAM DENTRO DOS SERVIÇOS SECRETOS TEVE CONHECIMENTO DESTE PLANO MACABRO DO GRUPO DO DITADOR QUE CONTROLA A ADMINISTRAÇAO DO ESTADO DESDE 1975.
CHIVUKUVUKU DISSE NÃO TER MEDO DA MORTE QUE É PERSEGUIDO DESDE 1992,1998 ETC.QUEM NÃO DEVE NÃO TEME LAMENTADO A CULTURA ANTIGA DE ASSASSINATOS DE ADVERSÁRIOS POLÍTICOS DA OPOSIÇÃO POR PARTE DO MPLA, "GOSTARIA DE TER JES COMO MEU CONSELHEIRO QUANDO ME TORNAR PRESIDENTE EM 2017 PORQUE ELE TERÁ NATURALMENTE O PAPEL FUNDAMENTAL PARA ACONSELHAR E EU UM PAPEL TAMBÉM FUNDAMENTAL DE COMO GOVERNAR DIFERENTE,NO ENTANTO NÃO ENTENDO PORQUE TEMOS DE RETORNAR AOS ASSASSINATOS", fim de citações. SALIENTOU TAMBÉM QUE QDO A ALTERNÂNCIA CHEGAR O SOFRIMENTO DO POVO VAI DIMINUIR SIGNIFICATIVAMENTE, PORQUE DE 5 OU 10 ANOS HAVERÁ MUDANÇAS DE GOVERNANTES E ISSO SER BENÉFICO PARA TODOS.
PARA FRENTE É O CAMINHO! NINGUÉM TRAVA OS PLANOS DE DEUS.
VIVA A CASA-CE
VIVA O PR CHIVUKUVUKU.
TODOS POR ANGOLA E UMA ANGOLA PARA TODOS.
In Serafim Simeao . Facebook



Jornal “Expresso” chama Rei Sol a José Eduardo dos Santos


Ilustração de Jeanne Waltz para a capa do "Expresso

Segundo o jornal, a conjuntura económica difícil deverá levar o presidente a manter-se no poder até 2022.

A capa da revista da edição de ontem do Expresso trazia uma matéria assinada pelo director adjunto do jornal Nicolau Santos com um título sugestivo: “O Rei Sol Angolano” e uma introdução que explica “a queda do preço do petróleo e a crise que se abateu sobre Angola são o novo pretexto para o presidente se eternizar no poder”.
A ilustrar a matéria, um desenho a preto e branco do presidente (com excepção da gravata envergada que tem as cores da bandeira nacional) sentado num trono como se de um monarca se tratasse. O desenho também tem honras de reprodução na primeira página do jornal, onde se chama ao chefe de Estado angolano: “Presidente vitalício”.
“O homem que domina a política angolana há 36 anos está a caminho de dar mais um golpe de mestre. Invocando as circunstâncias excepcionais que o país enfrenta, como já o fez em várias outras ocasiões, prepara-se para ficar no palácio presidencial até 2022, diz o jornalista.
Para Nicolau Santos, a quebra do preço do petróleo está a afectar a forma como o presidente garante “a lealdade das elites políticas, económicas e militares” – sem o dinheiro das exportações petrolíferas (o Banco Mundial calcula que USD 32 mil milhões de receitas não chegam a entrar nas contas oficiais da Sonangol), as elites começam a ficar intranquilas.
“Esta quebra de receitas apanhou os dirigentes angolanos em contra-mão e evidenciou um país cheio de fragilidades. Não há uma economia alternativa ao petróleo. Criou-se essa aparência mas ela não existe”, afirma Xavier Figueiredo, especialista em questões africanas, citado pelo Expresso.
Uma “situação dramática” que levou o governo angolano a dar 500 mil hectares de terra arável no Cuando Cubango como garantia para renegociar a sua dívida com a China e obter um crédito de mais USD 25 mil milhões. Isto numa zona onde os chineses já têm uma forte presença com campos de arroz que se estendem por 15 mil hectares e que deixaram muitos camponeses sem pastagens para o seu gado.
Nicolau Santos escreve também que os jovens activistas detidos “estão a ser usados para passar o aviso, sobretudo em Luanda, para os que eventualmente querem e podem fazer um golpe de Estado”.
“A criação de inimigos do regime, reais ou imaginários, e de situações de tensão faz parte de uma clara orientação do partido no poder em Angola para manter a unidade dos seus apoiantes e estarem sempre na mó de cima no combate político”, explica o director-adjunto do Expresso. Tudo isto “tendo como pano de fundo uma situação económica que se está a deteriorar rapidamente”.
Como diz Xavier de Figueiredo, “nunca vi os dirigentes angolanos numa situação de aflição tão grande como agora” e é com essa perspectiva que se tem de olhar os acontecimentos dos últimos meses em Angola, como a prisão dos activistas e o massacre dos seguidores da seita A Luz do Mundo.
“Ainda por cima, as perspectivas para o petróleo angolano não são brilhantes. A exploração em terra ou em águas rasas está quase esgotada” e “não têm aparecido novas jazidas de fácil acesso e a aposta no pré-sal” falhou porque a sua exploração é demasiado cara face aos preços actuais do petróleo no mercado internacional.
Tal como antes com a guerra civil, depois com a reconstrução nacional, a actual conjuntura económica poderá ser usada pelo presidente para se manter no poder para além do seu actual mandato, adianta o artigo do Expresso.
José Eduardo dos Santos tinha três hipóteses em cima da mesa, segundo o semanário português, sair a meio do mandato, que seria este ano; cumpri-lo até ao fim, isto é, até 2017; ou continuar mais um mandato até 2022, altura em que teria 80 anos. E aparentemente é para esta última hipótese que está a apontar agora.

In REDE ANGOLA


sexta-feira, 17 de julho de 2015

Angola. Fim de 2014 negativo para a Sistec


Crise cambial, queda das vendas, aumento dos custos, pedidos de pagamento aos fornecedores cancelados pelos bancos desde o princípio deste ano e concorrência desleal estão a prejudicar a actividade da Sistec, alerta ao Expansão o administrador financeiro da empresa, António Candeias.

Osvaldo Manuel
http://expansao.co.ao/Artigo/Geral/59242

As vendas da Sistec caíram 15% no primeiro semestre desde ano, período em que os custos subiram 17%, revelou ao Expansão o administrador da área financeira do grupo, sem indicar valores. A desvalorização do Kz face ao dólar norte-americano, aliada ao facto de muitos pagamentos a fornecedores estarem há meses a aguardar luz verde dos bancos, são outras preocupações da empresa, diz António Candeias, que critica a concorrência desleal do comércio informal na área da informática e tecnologia.
Segundo António Candeias, que falava à margem da apresentação do Relatório e Contas da empresa relativo a 2014, o ano passado trouxe "muitas surpresas para as empresas angolanas. A partir do terceiro trimestre de 2014 as firmas começaram a verificar quebras nas vendas. No ano passado, ainda assim, as vendas da Sistec registaram um aumento de 8,72%, face a 2013, para 10,337 mil milhões Kz, enquanto os custos com pessoal subiram 12%, para 1,767 mil milhões Kz. Os resultado líquidos aumentaram de 10%, para cerca de 321,7 milhões Kz Apesar de apresentarmos um acréscimo no volume das vendas , ele não é real, ou seja, o aumento que se verificou, em termos nominais e reais, pode ter leituras diferente", disse.
Para o administrador financeiro, tendo em conta que a desvalorização do kwanza em relação ao dólar em 2014 foi de 5, 3%, e que a taxa taxa de inflação foi de 6,89% "os números não podem ser lidos rigorosamente". A empresa, afirma, está a assistir a uma "estagnação quer nas vendas quer nos resultados". "Tivemos um crescimento sustentável até ao terceiro trimestre, mas, a partir do quarto, as vendas caíram drasticamente", afirmou.
"As expectativas que a Sistec augurava em 2013 foram concretizadas", segundo o administrador, mas, no terceiro trimestre de 2014, a empresa teve e repensar a sua política, principalmente ao nível do investimento, cancelando novos projectos que tencionava realizar noutras áreas da companhia, incluindo alguns que deveriam ocorrer em 2015.
Entretanto, a banca comercial não está a pagar aos fornecedores em tempo útil, causando um aumento artificial nos preços pagos pelas empresas, uma vez que há diferenças cambiais que chegam a 30% entre o momento em que a encomenda foi feita, e o momento em que foi paga.
"Estamos a falar de uma desvalorização real que começa a chegar perto dos 30%, ou seja, quando formos pagar aos fornecedores, os bens poderão custar cerca de 30% mais". O gestor lembra que as pessoas têm menos dinheiro, o que está a causar quebras no consumo, mas garante que a empresa tem vindo a desenvolver políticas no sentido de introduzir alguns factores de correcção de forma a manter o equilíbrio estrutural, não inflacionando em excesso os preços. Não podemos, linearmente, actualizar os preços em função da desvalorização da nossa moeda, porque senão as pessoas não comprariam, sublinha.
O administrador financeiro receia que existam empresas que possam caminhar para o abismo. "Embora os volumes de vendas possam, aparentemente ,estar estáveis, ou com algum crescimento, o facto é que. Com a desvalorização do kwanza, as vendas estão a cair e os custos estão a subir", o que pode levar "a curto prazo" algumas empresas a "caminharem para a falência", alerta. A Sistec sofreu uma quebra nas prestações de serviços, porque alguns contratos com o Estado foram cancelados, enquanto outros estão a ser renegociados "de forma dura".
O gestor alerta ainda que a venda ambulante tem vindo a prejudicar o negócio e lamenta que não se tomem medidas para pôr termo à situação. "A venda ambulante em frente às lojas é uma situação que existe há muito tempo e nós não vemos acções correctivas", afirma o gestor.


China/Sonangol/Crescimento: três assuntos da máxima actualidade. Alves da Rocha



Muitos temas interessantes de análise estão a surgir ultimamente e de uma forma rápida. O primeiro está relacionado com a negociação com a China - ninguém sabe o que foi negociado, os compromissos assumidos, as contrapartidas dadas, etc., o que é normal num país de transparência reduzida e de regime político autoritário e centralizado.

Alves da Rocha
http://expansao.co.ao/Artigo/Geral/59204

Mas o intrigante é que é sempre a China que aparece nos piores momentos financeiros de Angola (a comunidade internacional recusou liminarmente, em 2003, o apelo do Presidente José Eduardo dos Santos para a realização de uma Conferência Internacional de Doadores para concitar apoios à reconstrução do País, depois da devastação de 27 anos de guerra civil, tendo sido a China a disponibilizar os primeiros financiamentos a Angola para esse efeito).
Apesar de a actual dívida ser, segundo alguns apontamentos a este respeito que vão saltando para a imprensa, de mais de 15 mil milhões USD, a China apresta-se, uma vez mais, a socorrer as autoridades políticas angolanas, aparentemente com quantias soberbas e generosas. E os factos continuam a apontar para uma tendência de degradação das receitas da economia e do Estado.
As estatísticas do INE do primeiro trimestre deste ano mencionam uma quebra de 50% nas receitas de exportação de petróleo (face a período homólogo de 2014 - consequentemente, uma quebra de valor equivalente ou quase das receitas fiscais do Governo) e um incremento de 65% nas importações (sinal preocupante de falhanço da política de substituição das importações defendida, a ferro e fogo, pela AIA).
As estatísticas oficiais referem que, entre 2002 e 2014, as receitas da exportação de petróleo atingiram a cifra de 541.884,1 mil milhões USD, e as fiscais com esta mesma origem, o montante de 272.198,8 mil USD. Porém, a diversificação da economia não existe (reconhecimento expresso pelo ministro da Economia perante uma plateia de militantes do MPLA e transmitido pela RTP África no dia 20 de Junho no programa Revista de África), as dificuldades de pagamentos e transferências agravaram-se (não havendo saídas estruturadas a médio prazo), o funcionamento da economia patina (a consultora norte-americana IHS reviu para 3,3% - em vez de 4,5% - as suas previsões de crescimento do PIB para 2015, conforme relata a Lusa de 19 de Junho), a inflação mostra sinais de disparar (a taxa de inflação de Maio foi de 1,03% e as projecções apontam para um regresso a uma inflação de dois dígitos no final do ano e estimada em 11,2%) e a pobreza aumenta.
O que resta então das fantásticas receitas de exportação do petróleo? Sem dúvida um sistema de infra- -estruturas renovado, ainda que de baixa qualidade, mas principalmente um processo de acumulação primitiva de capital que criou uma classe minoritária de ricos e afortunados que escolhem investir fora do País (Portugal de preferência), em vez de injectarem os milhares de milhões de dólares na diversificação das exportações de Angola.
Já por diversas vezes expressei a minha opinião sobre as linhas de crédito estrangeiras, que é o caso dos contratos discutidos (e assinados?) durante a deslocação do Chefe de Estado ao Império do Meio. Do meu ponto de vista, as linhas de crédito, chinesas e outras, não ajudam nem os empresários, nem os trabalhadores, nem a economia angolana. Ainda que estejam isentas de condicionalidades políticas (como não acontece com as de proveniência ocidental europeia) e permaneçam acauteladas boas condições de juro e de reembolso, existem inconvenientes:
a) Os pagamentos às empresas chinesas pelas obras, bens e serviços prestados em Angola são feitos directamente na China, significando que o sistema bancário angolano nem sequer se apercebe da cor deste dinheiro. Aparentemente, não se pode admitir a possibilidade de aplicar aos financiamentos das linhas de crédito um regime cambial semelhante ao existente, há pouco mais de dois anos, para as exportações de petróleo, porque se trata de situações diferentes: no petróleo, os recursos naturais são nossos, nas linhas de crédito os recursos financeiros são alheios.
b) A percentagem de negócios que cabe às empresas angolanas é baixa (no caso das linhas de crédito da China de 30%), mas, mesmo assim, incumprida por duas ordens de justificações: falta de capacidade empresarial nacional (queixam-se os chineses), má-fé e falta de solidariedade empresarial, protestam os capitães de indústria nacionais. No final das contas, os efeitos em valor agregado nacional e endógeno são reduzidos.
c) A criação de emprego é diminuta no caso dos financiamentos chineses: grande parte da mão-de-obra necessária é importada do país de origem, as qualificações dos trabalhadores angolanos não são adequadas às características dos trabalhos (fundamentam os empresários chineses), as regras de funcionamento do mercado de trabalho em Angola são rígidas (a despeito da recente liberalização, na China é bem pior para os trabalhadores e uma bênção para os capitalistas do ainda resistente e único sistema comunista do mundo).
d) Quando as linhas de crédito são usadas para fomentar as exportações de bens e serviços dos países que as concedem, então o desastre é total: agrava-se a dívida externa sem contrapartidas em activos materiais, piora-se o défice das contas externas e desestimula-se a produção interna. Seguramente que é o caso das linhas financeiras chinesas, pelo menos numa determinada proporção.
e) Mas os entusiastas indefectíveis da cooperação financeira com a China, saúdam-na como o veículo para o reforço da classe média-alta em Angola. Um dia hei-de me pronunciar sobre esta temática.
Por isso é que são preferíveis outras modalidades de financiamento e criação de crescimento económico: empréstimos contraídos nos mercados financeiros internacionais (naturalmente ponderando-se e discutindo-se as condições inerentes à sua utilização) e o investimento directo estrangeiro.
Mas também neste caso se deve atender a determinados factores: criação líquida de emprego, constituição de novas empresas que estimulem a construção de uma rede de fornecedores internos que alarguem a base produtiva e multipliquem os postos de trabalho - uma espécie de cluster na terminologia de Michael Porter - e fabricação de novos produtos propícios às exportações.
As operações de investimento directo estrangeiro (IDE) que têm predominado na economia angolana - sejam portuguesas, brasileiras ou chinesas - estão longe deste paradigma.
Com a agravante - denunciada pela presidente da Agência Nacional do Investimento Privado - de, na maior parte dos casos, esse IDE não corresponder à entrada de meios financeiros, com os investidores estrangeiros a financiarem-se com recursos do sistema bancário nacional.


Angola. Importadores queixam-se de atrasos no licenciamento de facturas


O ministério do Comércio só está a licenciar facturas de importação de alimentos perecíveis, medicamentos, produtos destinados à indústria petrolífera e matérias-primas agrícolas, queixaram-se importadores de outro tipo de bens ao Expansão.

http://expansao.co.ao/Artigo/Geral/59237

"Vimos pelo presente informar que desde dia 06 de Julho de 2015, o Ministério do Comércio (MinCo) está a priorizar a emissão de [Documentos Únicos Administrativos] DU's provisórios das facturas de petróleo, medicamentos e alimentos perecíveis", lê-se numa circular de um transitário a que o Expansão teve acesso. Sem o DU todo o processo de importação fica parado.
"Estão a ser aprovados os licenciamentos de perecíveis, bens alimentares e medicamentos, mas mesmo estes a 'conta gotas'", de acordo com outra circular de outro transitário.
As explicações para a situação que se vive nos licenciamentos não são claras. "A informação oficial relata a remodelação do site e sistema do Siminco, razão pela qual não estão a ser emitidos licenciamentos", garante um transitário. "Não existe até ao momento qualquer informação oficial nem uma indicação do prazo médio para a normalização desta situação", queixa-se outro.
Mas segundo fontes não oficiais citadas por esta última fonte, "todas as facturas com produtos que não fazem parte das prioridades devem aguardar até à sua emissão. Tem sido, inclusive, sugerido a entrega de uma reclamação por escrito ao MinCo nos casos em que a emissão das licenças está a demorar mais do que 5 dias úteis. Já enviámos cartas neste sentido e até momento não obtivemos resposta".
Face à situação, um dos transitários aconselha "prudência na efectivação dos embarques uma vez que não sabemos até quando a situação vai perdurar".
O Expansão tentou contactar responsáveis do MinCo sem sucesso.


Inflação já está acima da meta do Governo. Carlos Rosado de Carvalho


O custo de vida em Luanda aumentou 9,6% em Junho de 2015 face ao mesmo mês do ano passado e já está acima da meta de 9% do Governo para 2015, revelou o Instituto Nacional de Estatística.

http://expansao.co.ao/Artigo/Geral/59256

A taxa de inflação homóloga acelerou 0,7 pontos percentuais, de 8,9% em Maio para os referidos 9,6% em Junho. É preciso recuar a Setembro de 2010 para encontrar uma subida desta taxa tão elevada.
A taxa de inflação homóloga aproxima-se assim dos dois dígitos - taxas superiores a 10% -,o que poderá acontecer já em Julho. O ritmo anual de crescimento dos preços, que compara os preços de determinado mês de um ano com o mesmo mês do ano anterior, fixou-se pela primeira vez em um dígito em Agosto de 2012, atingiu um mínimo de 6,9% em Junho de 2014 e desde aí não parou de aumentar. A meta de inflação anual do Governo para 2015 inscrita no Orçamento Geral do Estado Revisto é de 9%.
Depois de ter passado praticamente incólume às três subidas dos preços dos combustíveis, a taxa de inflação em Luanda não resistiu à escassez de divisas e consequente desvalorização do kwanza, como assinala o Banco Nacional de Angola (BNA) no relatório de inflação do I trimestre de2015.


Luanda: Zango sem recolha de lixo há mais de um ano


Moradores afirmam não são saber a razão e queixam-se de doenças

Manuel José
VOA

A situação do lixo no Zango 2 e 3 tornou-se insustentável, segundo os moradores ouvidos pela Voz da América.
Há mais de um ano que o lixo não é recolhido e vão-se criando vários amontoados de lixo que têm tirado o sono e a saúde dos moradores.
Os moradores dizem que antes o lixo era depositado em sacos pretos e colocados em frente às casas. A partir das 18 horas o lixo era recolhido mas este cenário mudou há mais de um ano, sem uma explicação das autoridades.
"Já há dois anos que o carro do lixo não passa temos que levar o lixo numa lixeira”, disse uma moradora.
“Não passa carro do lixo nem nada nunca tivemos uma justificação sobre este caso, desenrascamos para não deixar o lixo no chão", acrescentou.
E onde há lixo as doenças aparecem.
"Acumula o lixo que provoca doenças mas nós não sabemos como fazer não temos onde levar o lixo” disse outra moradora afirmando que o lixo está a provocar “muitas doenças”.


O silêncio cobarde ante o assassinato do direito e da lei - William Tonet





Luanda – Eu sou covarde! Eles são, partidocratamente, covardes! Nós somos, medrosamente, covardes! E somos por deixar desfilar, em tapete manchado com o sangue dos nossos cidadãos, do nosso sofrimento, a monstruosidade de uma lei subvertida, na visão obtusa da arrogância instalada, com a força do fuzil bélico, que nos vai sufocando e assassinando, intelectual e fisicamente.

FOLHA 8

Ainda não refeitos do GENOCÍDIO do Monte Sumi, no Huambo, onde as tropas militares e policiais do regime cometeram crimes hediondos e violentos, caricatamente, capitulados na CRA, ao assassinaram mais de 700 pessoas indefesas e inocentes por motivações religiosas, contrariando e violando os artigos constitucionais, “10.º n.º 3; “O Estado protege as igrejas e as confissões religiosas, bem como os seus lugares e objectos de culto, desde que não atentem contra a Constituição e a ordem pública e se conformem com a Constituição e a lei”; e também o “61.º (Crimes hediondos e violentos) “são imprescritíveis e insusceptíveis de amnistia e liberdade provisória, mediante a aplicação de medidas de coacção processual: a) o genocídio e os crimes contra a humanidade previstos na lei;
b) os crimes como tal previstos na lei”
e logo cria outro fantasma, investindo contra jovens inocentes e indefesos, já visados, por serem recorrentes, quando os agentes policiais, quais figuras míticas; vampiros, sedentas de sangue, vão aos mesmos jovens, quer estes saiam a rua, pensem sair ou estejam a ler um livro, capaz de os ensinar, como lutar, democraticamente, ao abrigo das leis em vigor, para “derrubar” um governo, que não sendo uma monarquia se renova eleitoralmente, de cinco em cinco anos.
Ao serem brutalmente presos “meninos” que nem sabem o que é avançar em quadricula, do ponto de vista militar, por nunca terem feito recruta militar, acusando-os da patética e recorrente tese de tentativa de golpe de Estado, quantos já foram, perdemos a conta destes fantasmas, na galeria do time de Eduardo dos Santos, que sonhando golpes, encarceram o primeiro que lhe aparecer, no sono, com a mesma chancela: GOLPE DE ESTADO, embolsando milhões de dólares, que deveriam servir milhões de indígenas famintos.
Este (golpe), desta vez, não foi praticado por Nito Alves ou seus seguidores, não foi por Alexandre Rodrigues Kito, não foi por Fernando Garcia Miala, por sinal, todos com experiência de mando militar e condução de tropas, por serem generais, mas, pasme-se, por quinze (15) jovens imberbes, que nunca fizeram tropa, não sabem manusear armas de fogo e cujo arsenal se resumia a uma dúzia (12) de lapiseiras, um (1) lápis, por sinal vermelho, quatro (4) blocos de apontamentos, um (1) livro, três computadores e meia dúzia (6) de ideias.
Todo este arsenal não estava num armazém, nem na sala de armas de um qualquer quartel ou bunker, mas nos bolsos e mãos dos jovens presos, que, afinal, abalam a colossal máquina de guerra de um regime, cujas práticas se assemelha aos dos mais déspotas do mundo.
Os DDT (donos disto tudo), dormem sobressaltados, sabem o mal que, diariamente, fazem aos povos, o que roubam aos povos, as injustiças que cometem contra os povos e sentem as almas de tantos que vêem assassinando, ao longo do tenebroso consulado. Logo, o virar da página de um bloco qualquer, na Vila Alice, timbrada com a palavra; MUDANÇA DEMOCRÁTICA, faz-lhes tremer as pernas, quais varas tontas.
Desta vez, Dos Santos deveria proibir esta acção policial, para não ser alvo de chacota, infantariamente (interior dos infantários), sanzalalmente (interior das sanzalas), nacional e internacionalmente, tal é o primarismo do enredo de um triller filmatográfico e acusatório de 5.ª categoria, avocado pelo SIC (Serviço de Investigação Criminal), que agiu como se fosse (será que não é mesmo?..) um comité de especialidade do MPLA, forjando provas e actores.
Com esta prática, a liderança do presidente dos angolanos do MPLA, passa a ser conotada como medrosa, maldosa, que não se coíbe de forjar provas, prender, espancar e assassinar, para se perpetuar “ad eternum” no poder.
Infelizmente, a maioria dos autóctones vive debaixo de uma bota colonial, num país que se prepara para comemorar 40 anos de independência, do colonialismo português, mas não curou de criar órgãos de Estado, mas sim de regime partidocrata, onde a lei e o direito são substituídos pela ideologia e tirania e os povos perguntarem, em surdina, quando chegará a verdadeira independência.
A actual, parece falsa, não cobre todos de igual forma, por um só partido a ter abocanhado, como se fosse o substituto natural do colonialismo branco português que, para nossa desgraça colectiva, o “colonialismo negro” é pior, por “roubar” o sonho, a esperança, as liberdades da maioria preta, para além de desrespeitar, até mesmo a sua Constituição e leis.
Eu peço ao presidente da República para avaliar este caso, na qualidade de pai, mesmo os tendo considerado, um dia de frustrados. Sim, são frustrados! Tem razão, mas são, legitimamente, face a política discriminatória do sistema de educação implantado, da saúde, de emprego e oportunidades.
Sei que poderei não encontrar sensibilidade para a prática deste bem, que é a justiça, por ser incompetente, na política da bajulação. Não sei bajular. Não lhe bajularia.
Mas acredite, um gesto de pai se impunha, pois veja o que fez de grave, um dos seus filhos, pese ser milionário, sem justificativa, quando, também, frustrado, exibiu e exibe, cenas homossexuais e outras indecências, utilizando e gerindo, abusivamente, um bem público, como a TPA 2 e a TPA Internacional, por ser filho do Presidente da República.
Diante de tantos excessos, nenhum órgão policial ou judicial, lhe espancam, prende ou confisca os bens. Perdoam-lhe por ser filho do presidente...
É pois chegada a hora de pensar que estes jovens, brutalmente presos e nas fedorentas masmorras, também têm pais e com eles devem e merecem ficar, quando não cometem ilícitos.
15 jovens desarmados, sem experiência militar, estão longe de ameaçar o seu blindado consulado e é patético quem assim pense, pois se conseguissem contornar uma esquadra policial móvel e um quartel, seria subnatural, mas claudicariam ao encararem, não confundir com enfrentar, o seu colossal exército: a UGP, que não vai em cantigas de ser derrotada por lapiseiras, blocos, um livro, um lápis vermelho e três computadores, portados por 15 jovens imberbes, que podem desaparecer, num estalar de dedos, como o foram Kamulingue, Cassule e Ganga, uma vez as armas da UGP (Unidade da Guarda Presidencial) rejeitarem balas de borracha.
Ainda assim, mesmo sabendo correr o risco de nunca ser ouvido, pela incompetência de não lhe saber bajular ou idolatrar, como muitos ao seu redor, ouso fazê-lo, para que não continuemos, 40 anos depois a fazer jorrar sangue, nas torneiras de muitos lares, ao invés de água potável.
Por favor, Senhor Presidente da República, José Eduardo dos Santos, como mais alto magistrado do país, coloque-se como pai e exija justiça, para não carregar mais este ónus de injustiça que parece sádica, contra 15 jovens inocentes.

sábado, 11 de julho de 2015

Crise na Sonangol faz tremer Angola


Luanda - Uma verdadeira onda de choque continua a varrer diversos círculos políticos angolanos, depois da divulgação, em primeira mão pelo Expresso, de um relatório interno que destapa o descalabro em que a gestão da Sonangol mergulhou nos últimos tempos.

Fonte: Expresso
Club-k.net

Muitos governantes foram apanhados em contramão perante números aterradores que ilustram hoje a falência do modelo operacional da petrolífera angolana.
Se a surpresa não poupou até o próprio Ministério dos Petróleos — o organismo governamental que tutela a Sonangol —, o relatório, ao ter provocado um clima de mal-estar generalizado ao nível da cúpula do MPLA, constituiu um rude golpe na sua reputação. Há quem, por isso, prefira ver neste bombástico documento, o verdadeiro retrato do estado de governação do país.
Em alguns meios políticos, o relatório é descrito também como sendo um revés à antiga gestão de Manuel Vicente, o verdadeiro mentor da projeção internacional da Sonangol, que hoje exerce as funções de vice-presidente da República.
“Ele teve o mérito de ter criado tração para muitos sectores da economia, assumindo um risco, discutível, que, após a sua saída, não soube ser gerido com habilidade”, defende o geólogo Filipe André.
Já o empresário do ramo petrolífero, Lago de Carvalho, antigo diretor-geral-adjunto da Sonangol, reconhece que “o problema da companhia é que, ao desviar-se do seu negócio principal, foi-se desgastando em recursos e em pessoal, viu fragilizar-se o controlo das operações petrolíferas e complicou as contas”.
Neste jogo de pingue-pongue, ninguém se esquece, no entanto, que o atual presidente da companhia, Francisco de Lemos, sempre foi, durante muitos anos, o braço direito de Manuel Vicente e responsável pelo pelouro das finanças.
Ao presidente do Conselho de Administração da Sonangol não são ainda poupadas críticas por ter desencadeado uma alegada vaga de perseguição contra alguns antigos colaboradores mais próximos de Manuel Vicente.
O seu relatório, visto pelo economista Lago de Carvalho como “a repetição do mesmo”, é também por este censurado por “não ter redefinido”, no documento, “uma orientação estratégica da Sonangol“.
Uma fonte do Ministério das Finanças lembra ainda que “foi com Francisco de Lemos que, entre 2012 e 2013, a Sonangol desperdiçou mais dinheiro em subcontratos, contratos de assistência técnica e com a contratação de consultorias”.
E o recurso a consultores portugueses, nem sempre bem vistos, está a ser mal encarado por alguns jovens quadros da Sonangol, que mantêm com aqueles uma relação de conflitualidade.
“Alguns desses consultores, não suportando a humilhação de que são vítimas, estão a preferir ir-se embora”, confidenciou ao Expresso um funcionário da empresa.
As companhias petrolíferas estrangeiras não se cansam também de lamentar “a contínua desorganização e arrogância” que caracterizam o comportamento de muitos dos funcionários da Sonangol.
“É difícil suportar a guerra entre departamentos, que se atropelam em reuniões sem fim. As competências são sufocados pela luta de grupos”, diz um consultor norueguês.
E o mais grave é que “há por lá muita gente elevada a cargos de chefia sem competência nenhuma e apenas preocupados em negociar comissões, mesmo em regime de aprendizagem”, desabafa um engenheiro geofísico da Schlumberger.
Por causa de práticas lesivas da imagem da Maersk, por parte de alguns altos responsáveis da Sonangol, a companhia dinamarquesa chegou mesmo a ameaçar retirar-se da prospeção do pré-sal angolano.
No epicentro deste episódio, esteve o desvio, para fins particulares, de cerca de 30 milhões de dólares, que eram destinados a apoiar obras de carácter social.
“Só uma intervenção ao mais alto nível do poder político, evitou o pior...”, disse uma fonte da Maersk.
A empresa queixar-se-ia ainda da má gestão, por parte da Sonangol, de uma sonda cuja mobilização e desmobilização obrigou a desembolsar, em vão, pelo respetivo aluguer, mais de 100 mil dólares por dia...
Com a crise em alta a impor a urgente revisão crítica de algumas operações e a redução de contratos, o presidente da Sonangol mandou encerrar várias representações da companhia nos Estados Unidos, Brasil e Singapura.
Restituir credibilidade à Sonangol, renegando a cultura de dependência de terceiros para a salvar de um naufrágio, é agora um dos pontos de meditação, que estão a ocupar o tempo do Presidente Eduardo dos Santos durante as férias que goza neste momento em Espanha.


sexta-feira, 10 de julho de 2015

O silêncio cobarde ante o assassinato do direito e da lei - William Tonet


Luanda – Eu sou covarde! Eles são, partidocratamente, covardes! Nós somos, medrosamente, covardes! E somos por deixar desfilar, em tapete manchado com o sangue dos nossos cidadãos, do nosso sofrimento, a monstruosidade de uma lei subvertida, na visão obtusa da arrogância instalada, com a força do fuzil bélico, que nos vai sufocando e assassinando, intelectual e fisicamente.

FOLHA 8

Ainda não refeitos do GENOCÍDIO do Monte Sumi, no Huambo, onde as tropas militares e policiais do regime cometeram crimes hediondos e violentos, caricatamente, capitulados na CRA, ao assassinaram mais de 700 pessoas indefesas e inocentes por motivações religiosas, contrariando e violando os artigos constitucionais, “10.º n.º 3; “O Estado protege as igrejas e as confissões religiosas, bem como os seus lugares e objectos de culto, desde que não atentem contra a Constituição e a ordem pública e se conformem com a Constituição e a lei”; e também o “61.º (Crimes hediondos e violentos) “são imprescritíveis e insusceptíveis de amnistia e liberdade provisória, mediante a aplicação de medidas de coacção processual: a) o genocídio e os crimes contra a humanidade previstos na lei;
b) os crimes como tal previstos na lei”
e logo cria outro fantasma, investindo contra jovens inocentes e indefesos, já visados, por serem recorrentes, quando os agentes policiais, quais figuras míticas; vampiros, sedentas de sangue, vão aos mesmos jovens, quer estes saiam a rua, pensem sair ou estejam a ler um livro, capaz de os ensinar, como lutar, democraticamente, ao abrigo das leis em vigor, para “derrubar” um governo, que não sendo uma monarquia se renova eleitoralmente, de cinco em cinco anos.
Ao serem brutalmente presos “meninos” que nem sabem o que é avançar em quadricula, do ponto de vista militar, por nunca terem feito recruta militar, acusando-os da patética e recorrente tese de tentativa de golpe de Estado, quantos já foram, perdemos a conta destes fantasmas, na galeria do time de Eduardo dos Santos, que sonhando golpes, encarceram o primeiro que lhe aparecer, no sono, com a mesma chancela: GOLPE DE ESTADO, embolsando milhões de dólares, que deveriam servir milhões de indígenas famintos.
Este (golpe), desta vez, não foi praticado por Nito Alves ou seus seguidores, não foi por Alexandre Rodrigues Kito, não foi por Fernando Garcia Miala, por sinal, todos com experiência de mando militar e condução de tropas, por serem generais, mas, pasme-se, por quinze (15) jovens imberbes, que nunca fizeram tropa, não sabem manusear armas de fogo e cujo arsenal se resumia a uma dúzia (12) de lapiseiras, um (1) lápis, por sinal vermelho, quatro (4) blocos de apontamentos, um (1) livro, três computadores e meia dúzia (6) de ideias.
Todo este arsenal não estava num armazém, nem na sala de armas de um qualquer quartel ou bunker, mas nos bolsos e mãos dos jovens presos, que, afinal, abalam a colossal máquina de guerra de um regime, cujas práticas se assemelha aos dos mais déspotas do mundo.
Os DDT (donos disto tudo), dormem sobressaltados, sabem o mal que, diariamente, fazem aos povos, o que roubam aos povos, as injustiças que cometem contra os povos e sentem as almas de tantos que vêem assassinando, ao longo do tenebroso consulado. Logo, o virar da página de um bloco qualquer, na Vila Alice, timbrada com a palavra; MUDANÇA DEMOCRÁTICA, faz-lhes tremer as pernas, quais varas tontas.
Desta vez, Dos Santos deveria proibir esta acção policial, para não ser alvo de chacota, infantariamente (interior dos infantários), sanzalalmente (interior das sanzalas), nacional e internacionalmente, tal é o primarismo do enredo de um triller filmatográfico e acusatório de 5.ª categoria, avocado pelo SIC (Serviço de Investigação Criminal), que agiu como se fosse (será que não é mesmo?..) um comité de especialidade do MPLA, forjando provas e actores.
Com esta prática, a liderança do presidente dos angolanos do MPLA, passa a ser conotada como medrosa, maldosa, que não se coíbe de forjar provas, prender, espancar e assassinar, para se perpetuar “ad eternum” no poder.
Infelizmente, a maioria dos autóctones vive debaixo de uma bota colonial, num país que se prepara para comemorar 40 anos de independência, do colonialismo português, mas não curou de criar órgãos de Estado, mas sim de regime partidocrata, onde a lei e o direito são substituídos pela ideologia e tirania e os povos perguntarem, em surdina, quando chegará a verdadeira independência.
A actual, parece falsa, não cobre todos de igual forma, por um só partido a ter abocanhado, como se fosse o substituto natural do colonialismo branco português que, para nossa desgraça colectiva, o “colonialismo negro” é pior, por “roubar” o sonho, a esperança, as liberdades da maioria preta, para além de desrespeitar, até mesmo a sua Constituição e leis.
Eu peço ao presidente da República para avaliar este caso, na qualidade de pai, mesmo os tendo considerado, um dia de frustrados. Sim, são frustrados! Tem razão, mas são, legitimamente, face a política discriminatória do sistema de educação implantado, da saúde, de emprego e oportunidades.
Sei que poderei não encontrar sensibilidade para a prática deste bem, que é a justiça, por ser incompetente, na política da bajulação. Não sei bajular. Não lhe bajularia.
Mas acredite, um gesto de pai se impunha, pois veja o que fez de grave, um dos seus filhos, pese ser milionário, sem justificativa, quando, também, frustrado, exibiu e exibe, cenas homossexuais e outras indecências, utilizando e gerindo, abusivamente, um bem público, como a TPA 2 e a TPA Internacional, por ser filho do Presidente da República.
Diante de tantos excessos, nenhum órgão policial ou judicial, lhe espancam, prende ou confisca os bens. Perdoam-lhe por ser filho do presidente...
É pois chegada a hora de pensar que estes jovens, brutalmente presos e nas fedorentas masmorras, também têm pais e com eles devem e merecem ficar, quando não cometem ilícitos.
15 jovens desarmados, sem experiência militar, estão longe de ameaçar o seu blindado consulado e é patético quem assim pense, pois se conseguissem contornar uma esquadra policial móvel e um quartel, seria subnatural, mas claudicariam ao encararem, não confundir com enfrentar, o seu colossal exército: a UGP, que não vai em cantigas de ser derrotada por lapiseiras, blocos, um livro, um lápis vermelho e três computadores, portados por 15 jovens imberbes, que podem desaparecer, num estalar de dedos, como o foram Kamulingue, Cassule e Ganga, uma vez as armas da UGP (Unidade da Guarda Presidencial) rejeitarem balas de borracha.
Ainda assim, mesmo sabendo correr o risco de nunca ser ouvido, pela incompetência de não lhe saber bajular ou idolatrar, como muitos ao seu redor, ouso fazê-lo, para que não continuemos, 40 anos depois a fazer jorrar sangue, nas torneiras de muitos lares, ao invés de água potável.
Por favor, Senhor Presidente da República, José Eduardo dos Santos, como mais alto magistrado do país, coloque-se como pai e exija justiça, para não carregar mais este ónus de injustiça que parece sádica, contra 15 jovens inocentes.


Receitas do estado angolano caem drasticamente


Crise faz aumentar o preço do cimento em Cabinda

Redacção VOA, José Manuel

O Ministério das Finanças angolano revelou que as receitas totais do país, em Maio, foram de 60 mil milhões de Kwanzas, contra 400 mil milhões em igual período em 2014.
Esta queda substancial e equivalente a 85 por cento do ano anterior tem impacto em questões práticas como a falta de divisas.
Em Cabinda, a situação começa a afectar o sector de construção com o preço do cimento a subir de cerca de 10 para 12 dólares. Há rumores de possível escassez do produto, mas os importadores refutam.
A subida do preço do cimento é resultado das restrições impostas pelos bancos na venda de divisas aos importadores da província.
Maimona Mayuba, agente importador,   disse que o preço da venda de cimento vai acompanhar a evolução do dólar nos bancos comercias.
Tentativas de ouvir os gerentes dos bancos comerciais não resultaram.
O Banco Nacional de Angola garante ter disponibilizado avultadas divisas, mas muitas vozes dizem que não encontram nos bancos comerciais.


Angola: Preso mais um oficial das forças armadas


CASA CE diz que presidente dos Santos está a ser enganado pelos seus conselheiros sobre a alegada tentativa de golpe

Coque Mukuta
VOA

Mais um oficial das forças armadas angolanas foi preso, por ter ligações com as pessoas detidas alegadamente preparando o derrube do governo.
Trata-se de Zenóbio Zumbao,  capitão das forças armadas,  afecto aos serviços de inteligência e segurança militar.
As autoridades tinham anunciado que uma das 15 pessoas inicialmente detidas era o tenente da Força Aérea Osvaldo Caholo.
Aparentemente Zumba foi preso por conhecer o Tenente Caholo.
Entretanto, a CASA-CE juntou-se à UNITA para  exigir que um debate no Parlamento sobre estes casos. O pedido será feito nas próximas sessões..
Abel Chivukuvuku, presidente da CASA-CE, visitou ontem, em três cadeias, os 15 presos acusados de preparar um golpe de estado contra o presidente Angola.
No final da visita, um dos membros da delegação da CASA, Leonel Gomes, disse à VOA que José Eduardo dos Santos foi mais uma vez enganado pelos seus auxiliares.
Gomes afirmou que após terem auscultado os 15 jovens presos  apenas resta lamentar a situação do Presidente da República o colocam, que é enganado permanentemente pelos auxiliares.
“Os órgãos de estado que foram criados para garantir a soberania  do estado enganam o Presidente da Republica,” disse.
“Onde é que vamos parar? ” interrogou Gomes.


quinta-feira, 9 de julho de 2015

Rusgas em Luanda em busca de "golpistas"



Mãe de activista diz ter sido ameaçada de prisão e morte

Coque Mukuta
VOA

O Serviço de Investigação Criminal (SIC) de Angola continua a efectuar rusgas aparentemente com o objectivo de deter pessoas associadas aos 15 jovens recentemente detidos por alegadamente planearem um golpe de estado.
Após a detenção dos jovens, o SIC já procuraram por Carbono Casimiro e Raul Mandela, que escaparam.
Esta semana, os agentes de investigação criminal deslocaram-se à casa da Rosa Conde, uma das activistas ligada ao Movimento Revolucionário de Angola, mas encontraram apenas a sua mãe, Isabel Conde.
Conde disse que os agentes chegaram num “carro com vidros fumados e sem matrícula. Quando perceberam que a Rosa não estava, eles foram até a nossa igreja e mais tarde voltaram a nossa casa”.
Os agentes, segundo Conde, disseram que "essa moça está a dar muito trabalho, quando lhe apanharmos ela vai ver”.
Ela disse também que foi ameaçada de prisão e morte.