APELO AO PR JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS. O banco millennium Angola na rua rei Katyavala roubou-nos o terreno e nele montou um gigante gerador que dia e noite nos mata com fumo mortal. Não se justifica este crime horrível porque há energia eléctrica. Os moradores já se queixaram mas em vão. Já há anos que vivemos de janelas e portas fechadas. Apelamos para que V. Ex.ª ordene o fim imediato deste crime e que os culpados sejam enviados para a justiça e que os lesados recebam as devidas indemnizações.

sábado, 31 de janeiro de 2015

“Ativista (Rafael Marques de Morais) diz que Portugal tem responsabilidades na crise económica angolana”



 Fotografia © Arquivo Global Imagens


Comentários dos: Portugueses em Angola. Facebook

da para rir..
Mistura alhos com bugalhos e depois não dá para levar a sério.
E so iluminados.......
è pahhh quanto é que este senhor recebeu dos chineses??
Nao o que recebeu...mas o que bebeu...uma bebedeira no cerebro, com repercussao na "faladura"
 Espreme-se a "porra" do limão e não sai sumo nenhum, enfim...
 mas que atrasado mental!!!
Dois neuronios, sendo que um já não trabalha ..
Este deve ter merda na cabeça.
E estava esse senhor "exilado" em Lisboa....
Mesmo que passem mil anos, vão sempre arranjar um culpado...O cobarde nunca assume as culpas...Tristeza!!!
O mundo inteiro sobre com as desvalorização do petróleo, este iluminado vem dizer que a culpa é dos portugueses que não deixaram a diversificar a economia. Como é que se pode dar importância a uma entidade que abandonou o próprio país!
um autentico pneu este sim e dos originais.
 só faltava esta agora...a culpa ser de Portugal......de angola não é??....lol
Claro que a culpa é dos portugueses, não focem os portugueses senhores como este ainda andavam em cima das árvores!

Portugueses em Angola. Facebook




Medicamentos em Angola começam a escassear





O presidente da farmacêutica NBC Medical, Nuno Belmar da Costa, dona da angolana Farmalog, afirmou hoje, em entrevista à Lusa, que os medicamentos em Angola começam a escassear porque as empresas não conseguem fazer os pagamentos aos fornecedores internacionais.
"No setor dos medicamentos começa a haver escassez, porque as empresas instaladas em Angola não conseguem fazer importações porque não conseguem pagar aos fornecedores no estrangeiro", diz o responsável, garantindo que, no caso da farmacêutica portuguesa, "isto até é visto como uma oportunidade para manter o ritmo normal de trabalho" e escapar a uma crise que está a estender-se a toda a economia.
"A importação de medicamentos está relativamente bloqueada porque as empresas internacionais pura e simplesmente não enviam produtos para Angola sem a certeza de receberem o dinheiro", acrescenta, lembrando que no caso da sua própria empresa, as verbas para pagamento dos medicamentos portugueses exportados para Angola estão bloqueadas na conta da angolana Farmalog "desde novembro" à espera de autorização do Banco Nacional de Angola (BNA)para serem disponibilizados dólares.
O alerta sobre a escassez de medicamentos surge na mesma altura em que a ministra do Comércio de Angola anuncia que o BNA está a reforçar a disponibilização de divisas aos bancos comerciais para desbloquear o pagamento de produtos importados, nomeadamente alimentos e medicamentos.
De acordo com Rosa Pacavira, verificam-se "constrangimentos relativos aos pagamentos" de mercadoria importada, com remessas em atraso desde novembro, devido à escassez de divisas.
"O BNA está neste momento a disponibilizar remessas para os bancos, de forma gradual, para que então se possa fazer o pagamento daqueles importadores de produtos alimentares e medicamentos, essencialmente. Para que tenhamos então os produtos a entrarem para o país", afirmou a governante, em Luanda.
Apesar do clima adverso, a intenção deste gestor português, que abriu a NBC Medical há seis anos, e a angolana Farmalog há dois, é continuar no país: "Apesar da crise continuamos de pedra e cal no mercado, não mandamos pessoas embora, temos é mais cautelas na vertente de custos e investimentos", explica à Lusa.
Sobre os próximos tempos, Belmar da Costa antecipa dificuldades porque "como não há dólares na economia, qualquer empresa com expatriados está a ter sérias dificuldades em fazer transferência de dólares através do banco, e mesmo que queiram levantar, não há, e não há mesmo".
O problema agrava-se por causa da saúde financeira da generalidade das empresas portuguesas presentes em Angola, "que enfrentaram cinco anos de austeridade, ficando descapitalizadas e sem capacidade de gerar cash-flow', mas a solução, defende, pode estar no Banco Central Europeu.
"Estou convencido que este programa do BCE de desbloquear verbas pode ajudar, desde que haja vontade da banca em incentivar as PME a recorrer ao crédito, por isso se o dinheiro for bem gerido e chegar realmente à economia real, isto pode beneficiar as empresas exportadoras que passam a ter acesso ao crédito, e assim haver mecanismos de financiamento que podem aliviar, de certa forma, esta crise anunciada em Angola", conclui Belmar da Costa.
A NBC Medical é uma empresa portuguesa criada há seis anos, tendo faturado 28 milhões de euros em Portugal no ano passado. Emprega 43 pessoas em Portugal e exporta a totalidade da sua produção de medicamentos e produtos clínicos, sendo Angola o destino de cerca de 50% das exportações.
Há dois anos, criou a Farmalog, que teve uma faturação de 15 milhões de dólares em 2014 e emprega cerca de 80 pessoas, detendo ainda seis farmácias, uma empresa de reagentes e diagnósticos e outra de logística grossista farmacêutica nas províncias, com um armazém em Benguela e outro em Cabinda.
LUSA
ANGOLA24HORAS

Angola: Produtos sem licença proibidos de entrar no país







Luanda- A entrada no Porto de Luanda de produtos importados sem o devido licenciamento criam constrangimentos ao funcionamento dos serviços do Comercio, alfândegas e aos bancos, considerou hoje, sexta-feira, em Luanda, a ministra Rosa Pacavira.

http://www.portalangop.co.ao

Segundo a ministra Rosa Pacavira, que falava à imprensa no encontro que manteve com representantes de bancos comerciais e Associação dos Distribuidores, o encontro visou encontrar medidas para se ultrapassar alguns constrangimentos relativos ao licenciamento de produtos importados.
De acordo com a governante, "muitos importadores estão num total desrespeito à Lei das Actividades Comerciais, porque importam produtos, que chegam ao Porto de Luanda, sem cumprir com as orientações do Ministério do Comércio, nomeadamente o licenciamento das mercadorias antes de chegarem no país.
“ Os produtos que continuarem a entrar em Angola sem primeiramente estarem licenciadas, como medida disciplinar poderão ser revertidos para os programas sociais existentes no país”, alertou.  
Disse que apesar de haver um aumento significativo da produção nacional, como de hortofrutícolas e de bebidas, que já se regista excedentes, ainda importa-se grandes quantidades de produtos diversos.
De acordo com Rosa Pacavira, o Ministério do Comércio e o da Agricultura trabalham em conjunto para identificar áreas agricultáveis para serem disponibilizadas aos agricultores nacionais e estrangeiros com vista a produzirem em Angola a farinha de trigo e não só.   
“ O país adoptou um sistema de quota de importação que entra em vigor a partir do mês de Março próximo”, destacou Rosa Pacavira.
Por outro lado, informou que neste momento o Banco Nacional de Angola está a disponibilizar remessa, de forma gradual, para os bancos comerciais a fim de fazerem o pagamento aos importadores de produtos alimentares e medicamentos.
Por sua vez, o presidente do Conselho de Administração do Banco de Poupança e Crédito (BPC), Paixão Júnior, realçou que os os empresários que pretenderem importar bens alimentares, medicamentos e outros  de apoio às empresas ligadas ao sector petrolífero terão prioridade na aquisição de divisas, porque constam das prioridades defib«nidas pelo Banco Central.
Disse que a aquisição de divisas deixou de ser por leilão e passou a ser por via directa, isto é, através dos bancos comerciais, tendo em conta as prioridades traçadas pelos bancos.  


Crise em Angola pode provocar um "desastre político e social" - Rafael Marques de Morais





Rafael Marques, jornalista e ativista angolano, disse à Lusa que Angola está a dirigir-se para o "desastre político e social" e acusa o chefe de Estado, José Eduardo dos Santos de não ter diversificado a economia, cada vez mais dependente do petróleo.
"Nós estamos a caminhar para um desastre político e social, porque ao invés de o Presidente se abrir ao diálogo e chamar outros setores da sociedade no sentido de encontrarmos soluções comuns e inclusivas para se lidar com a crise, fecha-se cada vez mais", afirmou Rafael Marques, acrescentando que um dos problemas do país é a dependência em relação ao petróleo.
A revisão do Orçamento Geral do Estado angolano deverá estar concluída em fevereiro e vai implicar menos 12,3 mil milhões de euros em receitas petrolíferas, com a previsão do barril de crude a cair para 40 dólares.
"A situação económica vai agravar-se porque Angola não produz nada. Angola vive de importações. Como é que o governo vai lidar com estas restrições, não tendo feito investimentos em áreas básicas como na indústria alimentar? E porque é que não se fizeram investimentos e não temos uma economia competitiva", questiona.
De acordo com Rafael Marques, uma das causas da situação em que o país se encontra é a "corrupção" e a imposição" a todos os estrangeiros que querem fazer negócios e investir em Angola de terem "dirigentes ou alguém da família presidencial" como sócios.
Para o jornalista e ativista, este tipo de "imposição" limitou a capacidade de diversificação da economia porque, afirma, ficou tudo centralizado nas mãos de "poucos indivíduos" que têm o poder ou influência nas decisões.
"Por exemplo: a Isabel dos Santos (empresária, filha do Presidente angolano) vai fazer mais um supermercado, Kopelipa (general Hélder Vieira Dias, ministro de Estado e chefe da Casa de Segurança da Presidência da República angolana) também fez o seu supermercado, mas depois todos os produtos que estão nesses supermercados são importados de Portugal e de outras partes do mundo, exceto alguns vegetais. Mas não há restrições económicas para estes indivíduos, há restrições na importação por parte daqueles que têm menos poder e não para aqueles que têm muito poder", acusa.
Rafael Marques diz também que o "caminho do descalabro é difícil de evitar" mesmo que o preço do barril volte a subir porque, argumenta, não existem políticas de contenção de gastos e porque Angola tem um dos Executivos mais pesados do mundo.
"A elite continua a andar de carros de luxo: às centenas. Continuam a verificar-se gastos supérfluos com os fundos públicos. Não há nenhuma medida de racionalidade, exceto o aumento do preço dos combustíveis que está a afetar os mais pobres", disse.
Angola subiu "exponencialmente" o preço dos combustíveis numa altura em que se verifica a queda do preço do barril de petróleo, facto que segundo Rafael Marques, está a agravar a situação económica e social porque "o governo não tem um plano efetivo para lidar com a crise".
"Vamos ter problemas sérios. Um soldado em Angola ganha o equivalente a 250 dólares (221 euros) e são estes indivíduos que normalmente são os mais prejudicados com estas políticas de contenção porque o governo não deixa de pagar aos generais", afirmou.
Ao nível da elite e das Forças de Segurança "há muito descontentamento" pela forma "errática" como o chefe de Estado está a dirigir o país, disse ainda Rafael Marques para quem a oposição tem sido "bastante cívica" nos alertas sobre o estado da economia.
A sociedade civil, acrescentou, tem feito a sua parte, apresentando ideias e soluções mas até esta altura muito pouco pode ser feito porque essas iniciativas nunca são levadas em consideração.
"O Presidente, por mais hábil que seja não vai conseguir manter esta situação por muito mais tempo, a menos que o preço do petróleo volte acima dos 100 dólares por barril e ele possa continuar a levar os fundos do Estado como bem entende, porque não havendo dinheiro vai começar a haver problemas muito sérios", prevê Rafael Marques.
Autor do livro "Diamantes de Sangue: Tortura e Corrupção em Angola", em que sete generais angolanos o acusam de denúncia caluniosa por ter exposto estes alegados abusos na província diamantífera angolana da Lunda Norte, e pela qual deverá começar a ser julgado no próximo dia 24 de março, Rafael Marques investiga atualmente os processos de expropriação de terras aráveis por parte da elite angolana, em todo o país e sobretudo na província do Cuanza Sul.
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